quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A saga da roupa e o novo estendal Vileda Infinity


A família a crescer e eu começo a ficar preocupada com o número crescente de roupa para lavar, estender e passar/dobrar que anda aqui por casa. Se actualmente tratar da roupa de nós os 4, mais a roupa de casa é uma tarefa hercúlea, quando vier o novo bebé, - e com tudo o que um bebé suja - nem quero pensar...

Já aqui falei várias vezes de como organizo a questão das roupas aqui em casa, mas também devo dizer que é uma tarefa que vai mudando e se vai adaptando às nossas necessidades. Confesso que actualmente acho muito mais simples fazer as máquinas todas de uma vez, do que andar a fazer máquinas todos os dias. Sendo assim, tenho um dia em que trato da roupa por atacado, normalmente à sexta feira. Nesse dia, é fazer máquinas de roupa, umas atrás das outras - para já, em média umas 4 máquinas de roupa (sendo que a minha máquina tem a capacidade para 8 quilos). Roupa dos miúdos, roupa nossa, lençóis e toalhas de banho, toalhas de mesa e panos de cozinha. Por vezes há uns extras pelo meio: passadeiras, tapetes, sapatilhas. edredons, mantas... ou uma máquina extra com roupa mais delicadas ou de cuidados extra.
Mas a parte mais simples é mesmo colocar a roupa na máquina com o detergente, amaciador e as toalhitas de transferência de cor e ligar... O pior vem depois...
Estender roupa, apanhar roupa, dobrar roupa, passar roupa e arrumar roupa…..
Para estender, e como faço várias máquinas de cada vez, tenho vários estendais de pé, que coloco normalmente no exterior - e que quando chove retiro para dentro de casa, neste caso para a lavandaria, onde é simples deixar a roupa a secar, porque tem ventilação (janelas) e a roupa consegue secar dentro de casa, se for caso disso, sem ficar a cheirar mal. Ou então, outra solução, é colocar os estendais  debaixo do telheiro onde temos a churrasqueira e a roupa fica a secar afastada da chuva... Apesar de ter secador, prefiro secar a roupa ao ar livre, e acabo a usar o secador para peças mais grossas e que demoram muito a secar ou coisas grandes tipo calças de ganga, lençóis, toalhas turcas, ... e normalmente só durante o inverno.

Portanto, quando chove, lá ando eu com os (vários) estendais de um lado para a outro, para a roupa não se molhar.... (Quem se identifica?!)
Às vezes perguntam-me porque é que tendo um jardim, e tendo “anexos” cobertos como a churrsqueira e o “lounge” não coloco uma corda  e assim evito andar com a roupa de um lado para a outro... Pois bem. Esteticamente não gosto de ver. E portanto dou-me a todo este trabalho simplesmente porque não gosto de ver a roupa estendida na corda no meio do jardim ou da churrasqueira ou do “lounge”... E resolvo-me com os estendais, alinhados e encostados discretamente à parede.

No entanto parece que as pessoas adivinham este meu “jogo”, e a minha coleção de estendais de pé, e eis que a Vileda fez chegar cá a casa um novo estendal. Poderia ser mais um para a coleção, mas vinha a com a nota que era para “ajudar” na família a crescer e na quantidade de roupa que vai aumentar... Pois este estendal chama-se Infinity, e tanto pode ter o tamanho de um estendal convencional, como aumentar - esticar -  quase para o triplo de capacidade de um estendal de pé tradicional. 
Depois de o ter finalmente usado, numa sexta feira de sol e de muitas máquinas de roupa, descobri-lhe outras vantagens! É mais alto do que um estendal convencional, o que para pessoas como eu, que não usam a corda para estender lençóis e toalhas de mesa grande, não se têm de preocupar com a roupa a “varrer” o chão e a sujar-se ainda antes de estar seca. E tem outra característica que adorei: uma parte própria para colocar as meias a secar.... (Que para mim só tem um defeito. devia ter o dobro da capacidade. Pensem nisso senhores da Vileda! Um estendal infinity com capacidade infinity para meias, que cá em casa há 3 homens!!)

Fiquei bem impressionada com a capacidade do estendal, que dá à vontade para estender 2 a 3 máquinas de roupa, sendo que depende da capacidade da máquina... E o melhor de tudo é que é facil de mover, apesar do seu tamanho.... Portanto, mesmo que comece a chover, basta pegar numa das pontas, levantar e puxar ou empurrar. As rodinhas fazem o trabalho e colocam o estendal longe da chuvas, dentro da lavandaria ou debaixo do telheiro. Agradeço à Vileda estar preocupada com a quantidade de estendais que levo em braços de um lado para o outro quando a chuva começa, e estou realmente rendida a este estendal!

Mas não pensem que a saga da roupa acaba com um estendal grande. Facilita imenso a tarefa, evita ter estendais em excesso, mas a depois da roupa seca vem outra parte difícil! Apanhar, dobrar ou passar a ferro 4 ou 5 máquinas de roupa!
Actualmente a coisa cá e casa está muito simplificada: desde sempre que assim que se apanha a roupa dobram-se logo cuecas e meias. Mas agora pijamas, sweat shirts dos miúdos, camisolas interiores, panos de cozinha e até toalhas de banho são imediatamente bem dobradas e nem sequer vão ao ferro de engomar (também é preciso ter em atenção não deixar a roupa centrifugar muito para não ficar muito vincada...) E só se deixa para passar as camisas, calças, lençóis (não abdico de dormir numa cama com lençóis bem esticados e passados a ferro), toalhas de mesa e outras peças de vestir que necessitem dessa atenção. Tudo o resto é apenas bem dobrado (quando muito passo-lhe com o ferro por cima depois de dobrado). 

Só sei que a saga da roupa vai continuar, e vai aumentar, quando a pequena nascer. Para já, e enquanto não inventam um gadjet que estenda a roupa, e que a dobre e passe ao mesmo tempo, vale-me o estendal Infinity que a Vileda getilmente me ofereceu e que vai aumentando a sua capacidade, ao mesmo tempo que a família e a roupa cá de casa também aumentam.

E quem mais sente que há todo um ritual nesta coisa de tratar da roupa?

(E saibam mais sobre o estendal no meu instagram! https://www.instagram.com/p/Bby80_Vno2I/?taken-by=joanaroque78)


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Preparar o Natal 2017 #Compota de Natal


Para muitos esta ainda é uma altura em que querem pensar em tudo menos no Natal. Para os mais adiantados como eu, e que sabem que há muito para fazer, muitas solicitações e muito pouco tempo, é a altura mais do que certa! Falta pouco mais de um mês, e este ano, já bastante grávida (fiz 29 semanas este domingo), não posso mesmo deixar tudo para a última hora e fazer grandes noitadas na semana que antecede o natal.
Sendo assim, este fim de semana, o único sem workshops nos próximos tempos, foi altura de preparar o natal. Nunca tínhamos feito a árvore e decorado a casa tão cedo, mas este ano o Natal chegou a nossa casa dia 18 de Novembro. E teve direito a musica de Natal cantada pelo Bubblé, como vem sendo habitual há muitos e muitos anos a esta parte.

Depois da casa decorada - e com os miúdos a delirarem com as decorações e luzes da árvore - houve tempo também para um pequeno DIY de Natal. As caixas pequenas de madeira, de 2 kg de morangos, que guardei religiosamente durante meses, foram finalmente pintadas de branco, para receberem alguns dos cabazes deste ano.

Nesta preparação do Natal, houve ainda tempo para preparar a compota de abóbora - compota de Natal -  habitual nos meus cabazes. A abóbora agora deixou de vir do quintal dos avós, mas valem-me amigos queridos - neste caso a Áurea, que nos últimos anos tem tido sempre a generosidade de me oferecer uma. 

Para quem nunca fez ou ainda não começou sequer a pensar nisto de fazer presentes de Natal personalizados, acho que a coisa mais simples, básica e deliciosa por onde podem começar, é mesmo por um frasquinho de compota. Assim mesmo, sem mais nada, pode ser o presente para os colegas de trabalho, para as educadoras e auxiliares da escola dos filhos, para os muitos tios e amigos a quem se gosta de dar um mimo a lembrar a época.
A compota de abóbora foi a origem deste meu vício de oferecer cabazes de Natal, e foi a partir daqui que começaram a evoluir.
Deixo-vos a receita deste ano. E, espero, a motivação para começarem a pensar no Natal!



Ingredientes para cerca de 10 frascos de 300ml

3,5 kg de abóbora limpa, descascada e partida em cubos não muito grandes (usei abóbora porqueira)
2,5 kg de açúcar branco
4 paus de canela
4 cravinhos
sumo e raspa de 2 clementinas
2 colheres de chá de gengibre em pó
2 colheres de chá de canela em pó

Preparação:

Coloque a abóbora num tacho grande e largo e junte-lhe o açúcar, as especiarias em pó, os paus de canela e os cravinhos, e a raspa e o sumo das clementinas. Envolva tudo muito bem para ficar misturado, e leve ao lume. Assim que levantar fervura diminua um pouco, apenas para ir fervendo devagar e deixe cozinhar até a abóbora estar macia, cerca de 2 horas.
Ao fim desse tempo, retire os paus de canela e os cravinhos e, com a ajuda da varinha mágica, triture bem a mistura. Leve novamente ao lume e deixe ferver em lume brando mais algum tempo. A compota estará pronta quando, ao colocar um pouco num pires e lhe passar o dedo, esta abra uma “estrada”, que se demora a unir.
Retire o doce do lume e coloque, ainda quente, em frascos de vidro com tampas metálicas previamente esterilizados (frascos e tampas). Feche os frascos ainda quentes, e coloque-os cerca de 30 minutos virados de cabeça para baixo para criarem vácuo natural.
Ao fim desse tempo, coloque os frascos na posição original. (É normal que depois deste passo, ouça os frascos a fazerem um estalido. É a prova que estão em vácuo, e ao pressionarem a tampa, sentirem que não há ar!)
Decore e etiquete os frascos a gosto!


Quem mais já esteve de volta das preparações de Natal?

terça-feira, 14 de novembro de 2017

40 dias para o Natal


Aos poucos os dias vão passando, e o Natal aproxima-se rapidamente. Eu acho quem nem quero enfrentar tudo aquilo que tenho para fazer até aos primeiros fins de semana de Dezembro, quanto mais o que ainda faltará até chegarmos mesmo ao Natal.

Entretanto há algumas novidades por aqui. As prendas estão quase todas compradas - faltam apenas 4!! - e também já fui comprar os sacos de celofane para colocar bolachinhas e outros mimos para oferecer. Já preparei todos os frascos que cá tinha em casa e retirei etiquetas, faltando apenas esterilizar, mas faço isso apenas À medida que vou fazendo as compotas e afins.
A minha querida Áurea já me ofereceu uma abóbora, que repousa na cozinha à espera de ser transformada na minha compota de Natal habitual.

Já tenho quase todos os rolos de papel higiénicos vazios que necessito para fazer o nosso calendário de advento deste ano. Há papel de embrulho, fitinhas, sacos e artigos para reutilizar que guardei e comprei em lojas tão diversas como a Tiger, o DeBorla e o IKEA.
Já comprei também umas decorações de natal para personalizar com os miúdos.

Mesmo atrasados estão os cabazes - ainda não fechei a lista de coisas a fazer e não decidi nas etiquetas. E tenho ainda umas caixas de madeira de fruta (2kg de morangos) para pintar de branco e servirem para colocar os mimos deste ano, pelo menos os de algumas pessoas.

Por causa das muitas solicitações e dos workshops deste ano, acho que, pela primeiro vez vou fazer a Árvore de Natal e o presépio mais cedo, e trocar o habitual dia 1 de Dezembro, que guardo sempre para esta tarefa, pelo próximo fim de semana... E espero também conseguir fazer a compota de abóbora por esses dias.

De repente parece que já falta muito pouco tempo, para tudo o que ainda quero fazer.... Talvez por isso preciso mesmo de começar a antecipar (ainda mais algumas coisas). E como diz a minha amiga Cristina, “tanto trabalho a decorar a casa e montar a árvore de Natal, para depois tirar tudo ao fim de um mês...” E é caso para dizer que esta minha amiga já tem a árvore e as decorações de Natal montadas, e eu suspeito que este ano vou fazer a mesma coisa. Afinal também já acendi a lareira este fim de semana.


Quem está também em cima do acontecimento do ano: O Natal?

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Destralhar, arrumar e organizar. Uma coisa de cada vez.


Seria de pensar que estando numa casa “nova” há quase dois anos e meio, não haveria muito para destralhar. Mas isso não é de todo verdade.
Claro que quando nos mudamos para aqui, demos imensas coisas que não usávamos. Deitamos fora outro tanto e, tentámos trazer apenas o que realmente usávamos. E isso é mais ou menos verdade. Desfiz-me de imensas coisas, a maioria que doei para a paróquia de minha zona ou pra quermesses, e o que não estava em condições foi para o lixo.

Mas passado dois anos e tal chego a outra conclusão. Vieram coisas que continuo sem usar, e quer queira, quer não, vamos sempre acumulando outras coisas e, há coisas que acabam por se estragar... Devagar vamos continuando a destralhar, arrumar e organizar.
Há uns tempos eu e o Miguel andamos de volta de uns armários da nossa zona da lavandaria que tinham coisas que vieram da nossa casa antiga, porque não tínhamos a certeza de necessitar delas ou não. Em dois anos não as usamos, portanto está visto que não precisamos. Voltamos a doar algumas coisas e a deitar outras fora.

Antes disso já tinha estado de volta dos armários dos lençóis e das toalhas, e como me começaram a fazer enxoval tinha eu por volta dos 12 anos, havia peças pavorosas por lá, típicas do final dos anos 80, inícios dos anos 90. Muitas das toalhas de casa de banho ainda deram para reciclar - fazendo barras de tecido sobre florinhas e afins. Mas alguns lençóis apesar de qualidade nunca tinham sido usados porque não gostava dos padrões (eu sou uma pessoa que prefere lençois brancos bordados ou com rendas dos enxovais da avó e da mãe) e portanto foram doados a quem fazem falta. 

Desta vez andei de volta do toucador antigo da avó, onde tenho a minha maquilhagem e bijuteria e amostras e miniaturas de produtos, e que estava um caos.

Dei volta a tudo. Deitei fora imensas coisas fora do prazo ou vazias que por lá andavam, coisas estragadas e sem reparação possível, organizei gavetas, deitei fora vernizes secos... E claro arrumei e organizei outra vez as gavetas.
E assim, um armário ou móvel de cada vez. Aos poucos e poucos, vamos tirando de casa coisas que realmente não necessitamos, não usamos ou estão estragadas e só as mantemos porque sim... ou sabe-se lá porquê.

Não vivo de acordo com o minimalismo. Mas gosto de “limpar” a minha casa de coisas que, fazendo minhas as palavras da Marie Kondo, não me fazem feliz, e não acrescentam nada à minha vida. Em tudo é preciso um equilibrio, portanto só tenho coisas que gosto e uso realmente. Tenho imensa louça - mas só tenho coisas que gosto muito, e uso-a toda, apenas que alguma use apenas 1 mês por ano - as coisas de Natal. Mas evito ter lençóis que não uso nem gosto, ou roupa que nunca mais me vai servir apenas porque foi uma pessoa especial que me ofereceu. 


Quem mais vai “destralhando” de tempos a tempos as coisas que não necessita?

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

48 dias para o Natal


Pois bem! Entramos oficialmente na época em que podemos falar no Natal sempre que nos apetece que já não parece muito mal.
Aqui ainda não há casa decorada - tarefa que deixo sempre para o início de Dezembro, mas há já quase todas as prendas de natal compradas! Por aqui faltam comprar exatamente 7 presentes! Sem contar com o presente para os miúdos - 1 para cada 1, porque eles recebem imensas coisas da restante família que é nossa opção desde sempre dar apenas 1 prenda nossa (do Pai Natal e do Menino Jesus) a cada um deles. Cada família gere as coisas como acha melhor! 

Eu e o Miguel não damos prendas um ao outro há já muitos anos. Nem no Natal, nem nos aniversários. Optamos por fazer fins de semana ou mini-férias, ou comprar algo que queremos para a casa do que comprar presentes um para o outro. (Mais uma vez é uma opção nossa, e que funciona connosco!)

Para quem me pergunta pelos presentes que compro - e como só oferecemos coisas aos miúdos e à família chegada - pais, irmãos e cunhados e avós. optamos sempre pelas prendas úteis, portanto perguntamos o que estão a precisar ou damos presentes para a casa e para o casal, ou experiências como bilhetes para concertos, vouchers de hoteis ou restaurantes bons. E depois há sempre os clássicos para os nossos avós: fotografias dos bisnetos, pijamas quentinhos, camisolas interiores, meias e collans, robes, casacos ou pantufas, porque é sempre difícil saber o que oferecer a pessoas que já passaram dos 90 anos... Para os miúdos quase sempre roupa, livros ou jogos didáticos! 

Do que ainda falta fazer: montar muitos cabazes de Natal! E para os cabazes ainda me faltam os sacos de celofane, e as etiquetas e, claro, fazer a maioria das coisas, mas de resto está tudo encaminhado.
E embrulhar os presentes já comprados, que a maioria não está embrulhada.

Claro que também quero passar em algumas lojas de decoração para ver o que há, e quem sabe comprar uma ou outra coisa para complementar o que já temos em casa - mas sem grandes exageros, que cá em casa gostamos muito no Natal, mas o natal é muito mais do que presentes, e decorações, apesar de eu adorar a casa decorada para o Natal!


E por aí? Tudo começa a ficar tudo preparado?

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Dia Mundial da Poupança


Já vos tinha falado que este dia é considerado o dia mundial da Poupança.
E também já vos tinha falado que há imensas formas de “poupar”, sem ser aquela ideia de colocar dinheiro de lado, até porque é uma realidade difícil (para não dizer impossível) para algumas famílias.

Falo-vos aqui muitas vezes do desperdício alimentar e de como podemos rentabilizar da melhor forma os alimentos que temos em casa. Estas duas últimas semanas foi o que tentei fazer: reduzir ao mínimo a minha lista de compras e dar uso a alimentos que estavam meio esquecidas no congelador e na despensa, e que com as coisas do cabaz de semanal (de frutas e legumes) fomos conseguindo fazer uma ementa equilibrada e variada.

É também por isso que esta semana não partilhei a minha ementa semanal, mas quero partilhar com vocês como rentabilizei aquilo que tinha em casa de forma a criar a nossa ementa semanal. A semana passada falei-vos do caril de lentilhas e abóbora manteiga, aproveitando um resto de lentilhas que andavam à meses cá em casa. Tudo o resto eram coisas que já tinha por cá, como a abóbora que tinha vindo no cabaz, o arroz, a cebola e o pó de caril que são artigos comuns na despensa.
A semana passada fiz ainda umas migas de couve com broa, e a broa tinha-a também congelada, umas sobras de uma outra receita. E as pataniscas de bacalhau foram preparadas com umas postas de bacalhau mais finas que tinha no congelador, uma vez que também acho que compensa sempre mais comprar um bacalhau inteiro e demolhar em casa - aproveitando muitas vezes promoções - que que comprar lombos e postas congeladas e demolhadas. Um pouco de farinha, ovo, salsa e cebola da “despensa” e que costuma haver quase sempre disponível em qualquer casa.
O Biryani de borrego foi também preparado com resto borrego que tinha no congelador - que seria pouca quantidade para assar (além de ser apenas aquela parte mais fina do peito) mas que assim, num arroz aromático com especiarias e iogurte deu até para duas refeições.

O mesmo aconteceu com a carne que fiz na slowcooker, uma das últimas peças de estufar do cabaz de carne de vaca que estava cá em casa e acompanhamentos do cabaz semanal, e o entrecosto também tinha comprado há uma ou duas semanas numa promoção do Aldi. Ou seja, na semana que passou, não precisei de comprar nada mais do que o cabaz de coisas biológicas e alguma fruta e iogurtes.

Percebi também nessa altura que tinha alimentos suficientes para fazer a mesma coisa esta semana. Encomendei novamente o meu cabaz e comprei apenas fruta (que cá em casa a fruta parece que voa... e iogurtes para os miúdos!)
Voltei a passar “revista” atenta à despensa, e a analisar a lista do congelador.
Entre as sobras do fim de semana, uma caixinha com carne à bolonhesa já pronta no congelador, 1 frango caseiro congelado, uns lombos de bacalhau, umas tortilhas também congelados e que tinham sobrado de um outro dia, atum que não falta na despensa e um resto de espinafres congelados, a ementa semanal ficou quase organizada.

2º feira - Sobras do fim de semana
3º feira -  Mac and Cheese de Carne à Bolonhesa + Salada
4ª feira - Dia de workshop em Lisboa
5ª feira - Bacalhau no forno + Puré + couve salteada
6ª feira - Tortilhas com “panadinhos” de frango (aproveitar o peito do frango que é enorme)+ guacamole + salada (com arroz para os miúdos)
Sábado Almoço - Gratinado de atum, couve flor e espinafres
Domingo Almoço - Frango assado + batatinhas + legumes assados + salada
Domingo Jantar - (Logo se vê, consoante o que sobra da semana ou sopa e umas tostas ou ovos mexidos ou acepipes variados...)

Isto é apenas uma partilha de que fazendo uma gestão do que temos em casa e que vamos comprando, cozinhando e congelando, tantas vezes conseguimos rentabilizar para preparar outras refeições rapidamente, e “diminuir” assim o gasto com idas ao supermercado.
E como uma boa gestão de tudo o que temos, rentabilizando e estando sempre a ver o que temos disponível em casa, conseguimos “descobrir” refeições sem ter necessidade de ir às compras. Ou quase.
Porque “poupar” pode mesmo ser muitas coisas.

(Só uma pequena nota, porque já percebi que muitas pessoas que aqui passam ainda não compreenderam muito em isto do planeamento semanal das refeições da semana, e acham sempre é tudo cozinhado e que apenas vou aquecendo durante a semana. NENHUMA das refeições que aqui falo nesta ementa semanal está feita! É apenas o planeamento do que vou fazer durante a semana, NA HORA para os nossos jantares)


Quem também “descobre” refeições com aquilo que tem em casa?

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Acerca da Slowcooker


Muito se fala, ultimamente, em panelas “slowcooker”, que, tal como o nome indica, são panelas de  cozedura lenta.
Locais como o Aldi, o Lidl e até a Worten, têm estas panelas elétricas a preços relativamente baixos - cerca de 30 euros - o que as tornam um bem apetecível. Mas compensam? O que podemos cozinhar com elas? 

A minha panela “slowcooker” entrou na minha vida por acaso. Uma prenda de casamento dos meus pais (há 40 anos) que a minha mãe diz nunca ter usado. Tenho-a comigo há alguns anos, mas só nos último ano, mais coisa menos coisa, tenho começado a aprender utilizá-la, e mesmo assim ainda não explorei todas as suas potencialidades.
Este tipo de panelas é muito usado nos E.U.A., e também são conhecidas como “crockpot”, uma marca deste tipo de panelas, e é nesse tipo de sites que tenho procurado informação e inspiração para usar mais e melhor a panela que tenho.

Estas panelas elétricas, apesar de estarem ligadas vários horas (entre 6 a 12) gastam muito pouco - o mesmo que uma lâmpada LED peço que tenho lido, portanto são desse ponto de vista económicas. E são perfeitas para usar em peças de carne mais económicas. Uso a minha principalmente para cozinhar lentamente carne de vaca de cozer e estufar, e a carne fica super macia, suculenta e a desfazer-se na boca.

Tenho uma amiga que usa a dela para fazer feijoada, cozer polvo e até leguminosas. E nos sites americanos há imensas receitas de coisas tão diversas como chilli e papa de aveia para toda a família.

Quanto ao uso desta panela é basicamente colocar tudo em cru lá para dentro (ainda que se selarmos a carne ficar mais saborosa), ligar a panela em high ou low e deixar cozinhar entre 6 a 12 horas , quer se usa o high ou o low. Por exemplo ir dormir e acordar de manhã para umas papas de aveia quentinhas, ou sair de casa para ir trabalhar e chegar à hora de jantar com um belo estufado feito.
Além disso a panela de cozedura lenta conserva mais os nutrientes dos alimentos, por os cozinhar a baixas temperaturas, potencia o sabor dos mesmos e permite cozinhar com menos gordura adicionada, sendo mais “saudável”.  Tem algumas particularidades, como não se dever usar vinho, pois não atinge temperaturas que permitam ao mesmo evaporar convenientemente, nem se deve adicionar grandes líquidos, também por causa dessa mesma evaporação, pois podemos acabar por ficar com um resultado final demasiado aguado... O objetivo passa também por cozinhar os alimentos de forma mais natural.

Para quem me diz que já tem uma “Bimby”, digo-vos que não tem nada a ver. 
E como dizerem que não precisam de um forno porque já têm uma placa. Serve um propósito completamente diferente e tem usos também diferentes.

Há imensa informação e receitas em alguns sites que vos deixo em anexo caso estejam interessados.








Há por ai mais adeptos destas panelas?