sexta-feira, 19 de maio de 2017

Arrumação e Roupas no Quarto dos Miúdos


O calor começa a chegar e é tempo de reorganizar a roupa dos miúdos. Ir buscar a caixa da roupa de verão do Zé e ver o que dá para aproveitar do ano passado. Ir buscar a caixa das roupas de verão mais pequenas do Zé já guardadas, para voltar a lavar e ter tudo disponível para o António.
Retirar a roupa de inverno. Separar a que o António já não vai vestir, lavar e guardar na respetiva caixa. Guardar a que já não serve ao Zé para depois o António vestir.
Aproveitar esta tarefa e arrumar - mais ou menos segundo o método KonMarie (saibam mais e vejam os videos no YouTube!) 
Descobrir que se tem muito mais espaço do que contávamos, porque este método maximiza o espaço que temos. Conseguir assim visualizar muito mais facilmente a roupa disponível e mais facilmente perceber o que é necessário comprar (O Zé precisa de calças e o António de mais T-Shirts de manga comprida). 

Foi quase um dia inteiro para conseguir organizar tudo, mas fiquei mais do que satisfeita com o resultado final. Se acho que o método de guardar a roupa deles, por idade e/ou estação em caixas de arrumação devidamente identificadas não poderia ter sido o mais correto e o mais prático. Sempre que muda a estação ou a idade, e é preciso de ir buscar roupa antiga do Zé para o António, basta pegar na caixa correspondente, e nada de andar a virar sacos ou gavetas ou caixas desorganizadas. (Abençoado o dia em que pela primeira vez arrumei a roupa do Zé pequenino e decidi logo arrumar tudo separado e organizado. Mal sabia eu o jeitão que isso ia dar!) Já aqui tinha falado sobre a roupa deles e as caixas de arrumação.

E desde que me dediquei a organizar as roupas segundo o método KonMarie - da Marie Kondo, que percebi que tenho ainda mais espaço, e que é muito mais simples decidir o que lhes vestir, porque tenho logo uma visão de tudo assim que abro as gavetas.
Optei por continuar a organizar alguns itens mais pequenos nos separadores de gavetas - como as meias, as cuecas, os pijamas e os interiores.

No entanto, a restante roupa está agora devidamente dobrada, separada por categorias nas gavetas. Tanto na cómoda do António, como na cómoda do Zé. As camisas e os casacos de inverno assim como alguns fatinhos de 1 peça do António continuam pendurados no armário. Mas tudo o resto está separado na cómoda.
Cada um deles tem no seu quarto 1 cómoda de 4 gavetas.
Optei por ter a primeira gaveta para interiores, meias, calções de banho, chapéus/gorros e cachecois e no caso do António as fraldas.
A segunda gaveta tem os pijamas, e roupa mais de “casa” como calças de fato treino e afins.
Tanto a primeira como a segunda gavetas, nos dois casos, têm mesmo assim a roupa separada em separadores próprios.
Na terceira gaveta há 4 filas de roupa: calções, t-sirts, polos e t-shirts de manga comprida, calças
Na quarta gaveta há camisolas, polares, polos de manga comprida, casacos de malha. sweats de capuz.... - em ambas as gavetas estão tanto agasalhos para dias mais frescos de verão como coisas de outono/inverno que vão estar a uso na próxima estação. 

Optei por agora só passar a guardar a roupa que deixa de servir, porque com esta organização tenho mais espaço nas gavetas e não preciso assim de estar todas as estações a por e a tirar roupa. Quando a estação voltar a mudar, saberei exatamente quais são as faltas para o Zé e, depois de acondicionar a roupa antiga lavada que era do Zé para agora o António usar, saberei logo se necessito ou não de comprar mais alguma coisa.


E por aí? Como fazem esta gestão e organização da roupa dos miúdos?

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Cantinho das Aromáticas


Era um dos meus “desejos”. Além de ter galinhas, era ter um pequeno cantinho com ervas aromáticas, para poder usar nos meus cozinhados.
E muitas perguntas me têm feito acerca das minhas ervas aromáticas. Se as semeei todas, se comprei em vasos, como as “trato”...
Como sabem eu não sou grande jardineira, nem tenho grande jeito para tratar de plantas, mas vou-me esforçando, e o que é certo é que não me tenho saído muito mal na questão das aromáticas.
Já num post anterior tinha explicado mais ou menos como fiz. Aproveitamos um canteiro que já existia no jardim e colocamos um pouco de substrato. Cobri depois com tela e casca de pinheiro.
Tirando a salsa e os coentros, que vou semeando (a partir das próprias sementes que deixo secar e guardo), tudo o resto foi plantado a partir de vasos de aromáticas - daqueles que se compram em qualquer supermercado. Ficam já a saber que se dão lindamente em vasos e não são apenas para durar uma semana em casa...
No meu caso, e como a Aromáticas Vivas costuma oferecer vasos das suas ervas aromáticas para distribuir pelos participantes de alguns dos meus workshops - e envia também alguns para eu usar em workshops - a maioria das ervas aromáticas que eu plantei, foi a partir dessas mesmas plantas. E há que notar  que estas ervas aromática são biológicas.
Tirando o tomilho que eu já tinha, oferecido há muitos anos atrás pela minha avó Cila e que viveu vários anos num vaso na minha casa antiga, e que gostou muito de ser passado de um vaso para a terra e cresceu a olhos vistos, todas as outras ervas, vieram pequeninas num pequeno vaso e agora, algumas ao fim de quase dois anos, é o que se vê.
Além da chuva - rega natural - regamos normalmente as plantas quando regamos o resto do jardim, o que acontece só quando o verão e o calor começam. Até lá, e estando na rua, a humidade e a chuva têm sido suficientes.
Claro que vou apanhando ervas consoante as minhas necessidades, e a salsa e os coentros vou semeando algumas vezes. Mas se deixar-mos estar a semente, ela vai caindo e dando com alguma regularidade.
No entanto fiz três coisas erradamente que agora estou a tentar retificar.
A primeira foi semear a salsa e os coentros quase lado a lado. Disseram-me que não o devia fazer, pelo que agora semeei salsa noutro local do jardim e longe das restantes aromáticas. Vamos a ver como corre.
Outra coisa foi colocar a hortelã na terra, juntamente com as outras aromáticas. O que acontece é que estou sempre a arrancar hortelã (tenho 3 variedades diferentes) porque elas são muito invasoras e quando dou conta estão a dominar o canteiro todo. Neste momento coloquei-as em vasos para ver se pegam. Se pegarem vou arrancar toda a hortela que ficou no canteiro das aromáticas. A ver se assim as consigo controlar.
A terceira coisa que fiz mal - e aqui se vê como sou apenas uma curiosa da coisa - foi deixar ficar o manjericão na rua durante o inverno. É muito delicado e não aguenta o frio. Tenho plantado um novo todo o início de primavera. Este ano já plantei um novo, mas a ver se quando o frio voltar, ou lhe faço uma pequena estufa no canteiro, ou se o coloco num vaso dentro de casa... Ainda atentar ver qual a melhor opção.

A propósito de hoje ser o Dia Mundial da Hipertensão , a Aromáticas Vivas desafiou-me a fazer uma receita em que se abusa das ervas aromáticas como tempero para se reduzir o consumo de sal (podem ver a receita hoje no blogue As Minhas Receitas) e enviou-me umas variedades novas  - e outras como a salva que eu ainda não tinha - que eu aproveitei para colocar no meu cantinho das aromáticas.
Passei portanto uma parte de sábado a tratar do meu canteiro das aromáticas. A limpar, a semear salsa e coentros, a plantar o novo manjericão, a salva, a salva ananás e a mostarda. E a tentar limpar o canteiro das maravilhosas mas “demoniacas” hortelãs.
Neste momento, o meu cantinho de aromáticas tem, além de salsa e coentros:

  • Tomilho
  • Tomilho limão
  • oregãos
  • poejos
  • cebolinho
  • hortelã chocolate
  • hortelã menta
  • hortelã ananás
  • erva principe
  • malagueta
  • salva
  • salva ananás
  • manjericão
  • rucula
  • stevia
  • alecrim

E só porque hoje é o Dia Mundial da Hipertensão, e nem todos sabem usar ervas aromáticas nos seus cozinhados, deixo uma pequena lista de usos para as diferentes ervas, para que não tenham receio de arriscar e assim também consigam ficar mais sensibilizados a reduzir o consumo excessivo de sal (e até de açúcar) na vossa alimentação.

Tomilho: Delicioso com cogumelos salteados, carne de porco ou frango assado e em bolos de limão

Tomilho Limão: No leite creme, em carnes assadas como frango, em marinadas para dar sabor

Oregãos: Polvilhar oregãos frescos em massas e pizzas e também em legumes no forno e em pão de alho

Poejos: No ensopado de borrego e em sopas alentejanas e na sopa de tomate

Cebolinho: Adoro nas omoletes ou nos ovos mexidos, e fica delicioso com salmão fumado e queijo creme e em maioneses e saladas frescas

Hortelã chocolate e hortelã ananás: Nas sobremesas para decorar e dar cor e sabor e nos sumos naturais e limonadas

Hortelã Menta: Nas bebidas como a sangria, mas também em sumos naturais de ananás e na limonada. Nas sobremesas. Na salada de couve com maçã e hortelã. Como molho para acompanhar borrego. Adoro uma pernada na canja de galinha.

Erva principe: Uso essencialmente para chá e refrescos durante os meses de verão

Salva: Como tempero de bifes de frango ou até de carne de porco

Manjericão: Para fazer pesto. Com a salada de tomate. Em limonada ou sumo natural de meloa ou morango. Nas sobremesas  - mousse de limão com manjericão por exemplo. Para sobremesas, massas e pizzas. Casa lindamente com queijo mozarella.


Alecrim: Para temperar carnes de porco ou frango. Para assados de carne ou legumes.

Quais as vossas ervas aromáticas preferidas? Usam muito ou pouco? Têm em casa, na varanda, jardim ou parapeito da janela?

terça-feira, 16 de maio de 2017

#2 Planeamento das Refeições da Semana


Mais uma semana que começou, e mais um frigorífico com preparado e devidamente acondicionado para que os jantares semanais decorram sem demais preocupações.
Depois da ementa semanal definida e das compras feitas, ontem - segunda feira - de manhã, foi altura de pré-preparar tudo!

Ementa Semanal:

2ª feira: Caril Rápido na Frigideira de Filetes e Ervilhas + Arroz Basmati + Salada (jantar)
3ª feira: “Empadão” Gratinado de Carne Picada e Couve flor + salada (jantar)
4ª Feira: Peito de Frango Marroquino Grelhado + Salada de Couve, cenoura e Maçã  + batata doce assada (almoço)
Polvo À Lagareiro (com batata)  + salada (jantar)
5ª feira: Espetadas de Porco com Tomate cereja, Pimentos Padron e Cebola + espargos salteados + arroz (jantar)
6ª feira: Misto de Porco Preto no Churrasco + Pimentos de padon salteados + salada variada + batatas temperadas no forno + ananás grelhado


(Se, tal como eu, tem as coisas congeladas, deixe a descongelar de véspera no frigorífico).
Comecei por colocar o polvo a cozer. Enquanto o polvo cozia, descasquei e preparei os legumes para a sopa e não só: descasquei a batata doce e cortei-a em pedaços assim como a cenoura. Cortei a courgete com casca em pedaços, e preparei a couve flor em raminhos. (A abóbora tenho congelada em cubos e foi só tirar uns quantos). Cortei também a couve coração em juliana fina e lavei bem, e preparei os espargos para cozer a vapor.

No copo da Bimby coloquei os ingredientes para a base da sopa: cenoura + batata doce + couve flor + courgete + abóbora. Na parte de cima da mesma - o cesto de cozinhar a vapor (Varoma) -coloquei metade da couve em juliana para a sopa, e no outro tabuleiro os espargos. Liguei a Bimby.
Entretanto coloquei a outra metade da couve em juliana já lavada e bem seca numa caixa de vidro hermética, e juntei 1 cenoura ralada (acompanhamento de 4º feira ao almoço - depois só é necessário juntar a maçã ralada e temperar antes de ir para a mesa). Cortei o peito de frango em tiras grandes e temperei com sal, sumo de limão e 1 colher de sopa de tempero marroquino (Ras al Hanout). Guardei numa caixa hermética de vidro no frigorífico assim como a salda de couve. (Quarta feira bastará grelhar o frango e assar um pouco de batata doce, e acabar a salada)

Temperei depois a carne de porco em cubos com vinho branco, sal, pimenta, louro, massa de pimentão e alho picado (jantar de quinta feira). Coloquei também numa caixa de vidro hermética e guardei no frigorífico. (Na quinta feira só será necessário “montar” as espetadas e grelhar)
Preparei também a alface - lavei, arranjei e sequei bem - e guardei-a depois pronta a comer num recipiente próprio, da Borner, ao qual se retira o excesso de ar, e que permite que a salada fique em perfeitas condições até a final da semana. É só retirar para a saladeira, temperar e comer.
Entretanto a sopa ficou pronta. Foi só retirar os espargos (acompanhamento de 5º feira) para uma caixa de vidro hermética e regar com um pouco de azeite, temperar de sal e guardar no frigorífico.
Triturei a sopa e misturei a couve também já cozinhada. Coloquei-a também numa caixa de vidro e é só guardar no frigorífico.

A outra metade da couve flor, que não tinha ido para a sopa, cozi a vapor  - agora no microondas com a Micro gourmet (porque não valia a pena ligar novamente a Bimby só para cozer a vapor) e cozi-a a vapor para fazer o empadão. (Jantar de 3º feira).
Enquanto a couve flor coze a vapor no microondas (super rápido e pratico), preparo as batatas em quartos para assar com o polvo À lagareiro e guardo-as num recipiente com água no frigorífico. Preparo também, num tabuleiro pirex a mistura para depois de cozer colocar o polvo: alhos laminados, louro, cebola em meias luas e generoso azeite.

Tempero depois o filetes de pescada (jantar de segunda feira) com sal e pó de caril e pico uma cebola. Levo uma frigideira ao lume com azeite e a cebola e deixe refogar um pouco. Junto depois os filetes temperados, um pouco de leite de coco, ervilhas e tapo deixando cozinhar em lume brando.
Entretanto a couve flor está cozida. Retiro e trituro até estar em puré e tempero com um pouco de sal, pimenta e noz moscada. À couve flor em puré misturo a carne bolonhesa que já tinha sido feita há algum tempo e estava congelada em caixinhas pronta a usar. Misturo bem e acrescento também um pouco de queijo ralado. Coloquei depois num prato de forno, cobri com um pouco mais de queijo ralado e cobri com película aderente antes de guardar no frigorífico. (Jantar de terça feira)

Entretanto o polvo já estava cozido, retirei da água de cozedura, separei os tentáculos e coloquei no tabuleiro com o azeite, alho, cebola e louro. Envolvi bem e juntei umas pedrinhas de sal. Tapei e guardei também no frigorífico. (Na quarta feira ao jantar é só colocar no forno para assar e pré cozer as batatas antes de as juntar ao polvo).
Lavei uns tomates cereja que guardei numa caixinha para estarem prontos a comer pelos mais pequenos que adoram!

Assim que os filetes estão prontos guardo-os também num recipiente no frigorífico. (Jantar de segunda feira)
Fiz também um tacho de arroz (jantar de segunda feira) que guardo numa caixa hermética até porque provavelmente dá para acompanhamento de outra refeição durante a semana, e ainda fiz um bolo que cozeu enquanto acabava de arrumar a cozinha e lavar a louça.
Na quinta feira à noite deixo a descongelar a carne para o jantar de sexta feira.
Cerca de 2 horas de cozinha “a todo o vapor” e tudo encaminhado para refeições nutritivas e completas para toda a semana.

Obviamente que durante a semana vou ter de voltar a fazer sopa - lá para quarta ou quinta feira. E que há fruta aqui em casa a todas as refeições.

Notas: 
Devidamente acondicionado a comida pré-preparada aguenta perfeitamente 3 dias. Não estamos a falar de alimentos com maior risco de se estragarem, como marisco, por exemplo.
A carne temperada aguenta provavelmente até mais tempo, principalmente a carne de porco - e se repararem é o que vai mesmo estar mais tempo no frigorífico até ser preparado. Carnes assadas ou grelhadas ficam sempre mais saborosas se marinarem durante algum tempo - dias até. Até os filetes de pescada ou de outro peixe podem ser temperados com 1 ou 2 dias de antecedência.
A salada, desde que bem seca, e numa caixa ou saco hermético aguenta quase uma semana.
De uma maneira geral, comemos tudo acabado de fazer - o que eu opto por fazer (e isto é a minha forma de organizar e que funciona maravilhosamente cá em casa) é ter tudo adiantado, de forma a ser apenas colocar no forno, na panela... Há algumas coisas que já estão preparadas - esta semana é o caso do empadão - mas preparo na segunda para comermos na terça. E essa é uma questão que tem de ser pensada quando preparam a ementa e se organizam assim... deixara para “mais tarde” as coisas que sabem que aguentam mais tempo. Se fizer peixe assado, por exemplo, e estiver congelado ,retiro-o apenas na véspera do dia em que vou assar. Não me ocorre ter o peixe 3 dias no frigorífico para assar até porque o peixe é mais delicado. No caso da carne ganha em sabor por estar temperada alguns dias no frigorífico - a vinha de alhos. 
E os filetes temperados de um dia para o outro ficam muito mais saborosos do que quando não têm tempo de marinar.


Por aqui faz-se assim. Mais alguém já se rendeu? Ou não gostam de “pré- preparar” as coisa e preferem fazer tudo do início todos os dias?

terça-feira, 9 de maio de 2017

Onde estão os brinquedos? Arrumar e Organizar


Eu sou uma pessoa que gosta de ver tudo organizado e arrumado. Aliás, eu sou uma pessoa que gosta de organizar e, consequentemente arrumar.
Estou sempre a referir que, mudar para uma casa maior trouxe-me mais espaço para conseguir ter cada coisa arrumada num local específico, sem necessitar de ter tudo atafulhado. Mas para isso também é necessário, aos poucos e poucos ir “destralhando” e não deixar acumular.
Quando se tem duas crianças ainda pequenas e, em relação aos  brinquedos, isto parece uma tarefa quase impossível.

Os meus filhos, apesar de a mãe e o pai raramente lhe comprarem brinquedos, têm uma bela de uma colecção, oferecida pelos avós, tios e os nossos amigos. E como outras crianças acabam a ter coisas a mais e algumas repetidas. O ano passado aproveitamos o natal para oferecer brinquedos a instituições, a maioria novos ou quase novos e ainda nas caixas de origem - alguns porque não tinham talão de troca, mas ainda bem porque certamente que puderam fazer alguns miúdos felizes. Depois do natal ficamos também com novos e demasiados brinquedos por aqui. Eu e o Miguel, no meio de tanta coisa, e entre presentes abertos em casa dos avós maternos e paternos e ainda outros cá em casa, optamos por guardar uma grande parte desses brinquedos ainda por abrir. De vez em quando, lá vem um, e é uma alegria, porque é uma coisa nova, com a qual estão entretidos durante algumas horas porque é uma novidade.

Outra coisa que fazemos é ir “rodando” os brinquedos entre vários espaços. Os meus filhos ainda são pequenos (19 meses e 3 anos e meio) e portanto não brincam longe da nossa presença. É impossível eu estar na sala ou na cozinha, e eles a brincarem no quanto, no andar de cima e muito menos no sótão. Portanto há uma “station” de brinquedos na sala, há brinquedos no sótão, e há brinquedos numa caixa na garagem para brincar no jardim. O que acontece é que vamos mudando esses brinquedos para irem brincando com coisas diferentes em diferentes espaços, adaptando as brincadeiras aos brinquedos que têm disponíveis.

No nosso caso específico, não guardamos grandes brinquedos nos quartos deles. Apenas livros, arca/caixa onde habitam alguns peluches e bonecos, e um ou outro carro ou brinquedo mais “preferido”. 

Se no sótão e na garagem(jardim) é relativamente simples manter os brinquedos em caixas/cestos, na sala de estar/jantar - a que eu chamo de sala de família -  não é tão simples, porque além de um espaço onde eles possam brincar à vontade, também é um espaço onde recebemos a nossa família e os nossos amigos, e é um espaço que gostamos de ver arrumado e organizado. 

Queríamos uma solução onde os brinquedos estivessem ao dispor dos miúdos, mas ao mesmo tempo que nos permitissem ter uma sala cuidada e organizada, que fosse uma solução rápida de arrumar, e que também teria de permitir ter várias coisas de forma a não termos de andar constantemente a ir buscar brinquedos a todo o lado, até porque é aqui que brincam mais regularmente durante a semana.
Tivemos várias soluções, desde 1 caixa/cesto só com imensos brinquedos, desde vários cestos juntos, mas que parecia sempre tudo desorganizado.... Até que compramos um móvel/aparador (sim, não é preciso dizer que é do IKEA!) que colocamos atrás do sofá e que tem com 8 divisórias. Quatro onde estão cestos cada um com uma categoria de brinquedos: legos, jogos, carros, instrumentos musicais. As restantes 4 divisórias têm livros, uma caixa com carrinhos pequenos, a mala de médico e a garagem dos carros. Está tudo devidamente encaixado e fica com um aspeto organizado e arrumado quando eles não estão a brincar. O mais velho, já sabe brincar e arrumar no final - muitas vezes também com anosa ajuda -  e já sabe que cada caixa tem um determinado tipo de brinquedos como na escola. O mais novo é ainda muito pequenino para isso, mas vai ajudando arrumar. O móvel é aberto para que seja mais fácil eles brincarem quando querem, sem necessitarem de nos chamar para abrir, ou chegar aos brinquedos.

De tempos a tempos vou substituindo os livros, os jogos e outros brinquedos. Trago alguns do sótão e levo estes para cima, e eles parecem gostar de ir recordando alguns brinquedos, e parece que não os vendo todos os dias, tiram mais partido até de algumas brincadeiras.
Mas claro, de vez em quando lá tenho eu de ir buscar um determinado carro ou jogo que se lembram... mas de uma maneira geral é raro acontecer. (Acontece mais com livros do que com brinquedos!)

Assim, consigo um espaço que agrada a todos, e que dá todo o sentido à nossa sala de família.



E vocês? Como fazem?

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Sofás Estofados e Prateleira com Arte Infantil


Depois de muito ponderar lá nos decidimos a dar também uma nova vida aos sofás dos anos 50/60 em napa verde que herdei dos avós. Este não era um trabalho para nós. Além de necessitarem de ser estofados, os dois sofás individuais também necessitavam de um jeito nos pés de madeira e de uma reparação nas molas dos acentos, que não os tornava muito confortáveis.

Atualmente este tipo de serviço custa quase tanto como comprar uns sofás novos. No nosso caso acho que conseguimos um preço bastante simpático - face a outros preços que nos indicaram - e foi uma empresa de Pombal que fez a este trabalho. Sim, com o valor que pagamos poderiamos facilmente ter comprado uns sofás novos em locais como o IKEA, e há que ponderar se vale ou não a pena mandar arranjar. No nosso caso, além do valor sentimental, era inequívoca a qualidade dos sofás, pelo que avançamos. Não me arrependo nem um bocadinho, pois acho que ficaram maravilhosos e parecem efetivamente sofás de “qualidade”.

A ideia sempre foi mandar arranjar/estofar e colocá-los na nossa sala de estar. E agora cá estão eles. 
Finalizamos a decoração com umas simples almofadas que já havia cá em casa. Tanto umas como as outras são da KASA, do Continente, sendo as que têm a frase me custaram 1,75€ /cada (as capas) numa promoção.
E aproveitei a “desculpa” dos novos sofás para continuar com as decorações da sala. Na parede por cima do local onde colocamos os sofás - que estava completamente sem nada -  está agora uma simples prateleira do IKEA (Mosslanda - http://www.ikea.com/pt/pt/catalog/products/40291766/#/90292103). 

Decidimos decorar a prateleira com algo muito simples. Os primeiros trabalhos que o Zé Maria fez na escola: o desenho da família que me deu no dia da mulher, e o desenho do pai, que ofereceu no dia do pai. Além de outras pequenas coisas que já cá existiam em casa. 
A escolha pode não agradar a todos, mas faz sentido para nós. É a nossa “sala de família”. E, a seu tempo também o António terá os seus trabalhos expostos. Não vamos obviamente fazer isto com tudo o que eles trazem da escola, mas há um encanto com estas primeiras coisas que foram, efetivamente, feitas por eles. Acho que no contexto funciona bem, e adoro o nosso novo cantinho na sala, que, apesar de ainda não estar “completa”, vai ganhando vida e caracter aos poucos. E sim, é a nossa cara.


Espero que gostem da sugestão, e que vos inspire. 
E já agora também têm trabalhos dos vossos filhos expostos?

terça-feira, 2 de maio de 2017

Mobiliário Exterior de Ferro e Novo recanto na Varanda


O bom tempo. os feriados de Abril e a nosso disponibilidade e vontade permitiram, finalmente, tempo para uns pequenos projectos de bricolage que andavam pendentes desde que nos mudamos. Foi finalmente a altura de dar um tratamento às nossas cadeiras e mesa de ferro, que também tinham vindo de casa dos avós. A mesa estava em péssimo estado, e as cadeiras, apesar de um pouco melhor estavam pintadas de amarelo e outra de branco, mas já a necessitar de uma outra pintura. (Eu sei que havia 4 cadeiras, mas só tenho 3...)







Foi então altura de lixar as cadeiras e a mesa para dar uma limpeza, mas também para retirar a tinta que em alguns casos estava a descascar. Usamos uma “lixadora” eléctrica com lixa própria para metal e, depois aplicamos tinta branca própria para metal. Na mesa pintamos com ajuda de pincel e rolo, mas as cadeiras pintamos com spray, uma vez que o facto de serem tão recortadas e com tantos efeitos, faz com que o pintando a pincel, o resultado não fique muito bom.
As cadeiras necessitaram de duas camadas de tinta, mas o tampo da mesa levou umas 4 ou 5 camadas pois estava mesmo muito estragado e a cor original era preta... (Usamos tintas marca branca do Leroy Merlin, e o resultado final ficou bastante bom!)

Finalmente as cadeiras e a mesa voltaram ao seu lugar original. A nossa varanda da sala. Juntaram-se a este mobiliária duas cadeiras de exterior do IKEA que andava à namorar há algum tempo e que compramos inicialmente para o jardim, mas que acabei por colocar na varanda e onde gosto muito mais de as ver.

Depois foi decorar com almofadas que já tínhamos no jardim, e outras coisas que também já cá estavam em casa como a lanterna, a jarra e os porta velas. Faltam apenas uns coxins para as cadeiras de ferro.


No entanto, o nosso espaço na varanda ficou, na minha opinião maravilhoso. Falta apenas ter jeito para as plantas e conseguir que as minhas orquídeas de exterior, que também herdei da avó, sejam capazes de produzir flores bonitas.... Não tenho mesmo jeito nenhum para plantas!!
E por aí? Há espaço de varanda ou terraço? Usam-no? 

E dicas para as orquídeas de exterior?

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Bebidas Saborosas para Fazer e Ter em Casa


Assim que o tempo começa a aquecer é normal que nos apeteçam bebidas mais frescas. Cá em casa (nestes últimos anos) raramente se compram sumos ou refrigerantes, tirando os dias de festas, mas mesmo assim acabo sempre por ter umas bebidas “caseiras” e mais naturais.

Das favoritas cá de casa são os sumos naturais, feitos com polpa de fruta - a fruta inteira descascada -, que faço no robot de cozinha e à qual acrescento um pouco de água para não ficar tão grosso. Evito também adoçar com açúcar, uma vez que o doce da fruta é normalmente suficiente.

O sumo de laranja é um clássico, mas as combinações são todas possíveis. Ananás e Manga, manga com laranja e cenoura, ananás com água de coco, morangos e melancia com manjericão, pêssego e hortelã, pêra... depende das frutas que tenho disponíveis e das preferências cá de casa. 

Outra das bebidas favoritas é o chá gelado. Faço de variadas maneiras, mas normalmente uso chá preto ou verde aromatizado com frutos vermelhos, limão, ananás, pêssego.... (São os chás que não gosto tanto de beber em versão quente - aí sou fiel a aromas mais tradicionais como o earl grey, o meu adorado Gorreana em qualquer uma das suas versões)

As versões aromatizadas, prefiro para fazer o “ice tea” caseiro. Faço a infusão a quente - como se faz qualquer chá, mas também a frio - demora mais tempo, mas também resulta. Posso juntar depois ervas aromáticas como hortela ou manjericão, pau de canela, casca de limão ou laranja. 
Depois guardo em garrafas de vidro, que fechem hermeticamente no frigorífico. Aguentam alguns dias, sendo que o sumo de fruta natural não deve estar muito tempo sem ser consumido porque vai perdendo alguns nutrientes...

E de vez em quando, também faço o refresco de café e limão da minha avó!
Que bebidas frescas se fazem por aí?

Algumas Receitas e Sugestões:



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Refeições de Aproveitamento (croquetes de churrasco e pica pau de frango)


Um dos lema cá em casa é, como sabem, desperdício zero. Tenho horror em deitar comida fora. Tento sempre aproveitar tudo, seja simplesmente reaquecer e comer em outra refeição, seja transformar numa refeição nova. E mesmo o que pequenas coisas que já não dá para aproveitar são as nossas galinhas que acabam a comer as sobras dos pratos do miúdos e todas as aparas de legumes e frutas...

Neste ultimo mês o tempo esteve muito agradável, e começamos a usar a nossa churrasqueira e a fazer uns almoços e jantares com os amigos. E foi inevitável ficar com sobras. Ainda que nestas refeições se comprem os ingredientes e se divida por todos, quando há sobras de carne grelhada, por exemplo, nunca ninguém quer levar nada e lá acabo eu com as sobras todas. Pois aqui em casa não se deita fora. Se há algumas coisas que são mais fáceis de reaproveitar, a carne de churrasco não é das refeições reaquecidas mais saborosas... O que faço muitas vezes é cortar tudo em pedacinhos, temperar bem com alho picadinho, coentros frescos picados, azeite, vinagre e um pouco de pimenta e envolver bem. Dá um petisco simpático. Mas desta vez apetecia-me algo diferente.

Lembrei-me de aproveitar a carne (entremeada, costeletas e até um restinho de picanha) e os enchidos que sobraram (chouriço, salsicha fresca e até alheira) nuns croquetes. Piquei toda a carne no robot de cozinha. Refoguei uma cebola picada em azeite, juntei a carne e envolvi bem. Juntei 1 ovo batido e umas 2 colheres de sopa de  farinha de mandioca (ou pão ralado) até obter uma massa moldável. Depois de arrefecidos moldei os croquetes e passei por mais farinha de mandioca (ou pão ralado). Ainda fiz 20 croquetes não muito pequenos, que congelei logo, dividindo em 2 sacos de congelação.
Depois, para os cozinhar é só fritar em óleo quente ou, como acabei por fazer, colocar no forno quente até ficarem cozinhados. Houve quem os provasse e dissesse que eram os melhores croquetes que comia em muito tempo! Portanto nada se desperdiçou e ainda fiquei com croquetes para 2 refeições ou jantares de petiscos.



Outra das coisas que também deu um excelente petisco foi um pica pau de frango, com sobras de peito de frango de churrasco... Por aqui o peito de frango tem menos adeptos, e quando sobra acaba em recheio de crepes, lasanha de frango, frango à brás, empadas, quiches, fritatas.... Mas desta vez, cortei o peito de frango que sobrou em cubos. Levei uma frigideira ao lume com dentes de alho laminados, azeite e uma folha de louro. Juntei depois o frango e temperei com um pouco de pimenta, um pouco de vinho branco e molho inglês. Deixei cozinhar em lume brando até o molho estar apurado. Juntei depois azeitonas, pickles picadinhos e um pouco de salsa picada. Mais um petisco que ficou saboroso e uma outra maneira de aproveitar as sobras do frango.

Eu sei que não sou a única que faço isto, E mais pessoas têm estes princípios e esta consciência de não desperdiçar comida boa, que custou dinheiro, e que está em perfeitas condições.

Como aproveitam as “sobras” menos convencionais? Algum truque ou dica para sobras?

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Organização da despensa: Frascos e Etiquetas


Por aqui, organizar e arrumar continuam a ser algumas das tarefas preferidas. Não sei se é da chegada do calor mas, mesmo depois de ter organizado a minha despensa há uns tempos, com caixas de arrumação e prateleiras do IKEA, que tornou tudo muito mais funcional e prático - nunca mais voltou o caos ao armário dispenseiro - agora foi altura de tornar tudo mais bonito. (Podem saber mais aqui: http://economiacadecasa.blogspot.pt/2016/12/cozinha-organizada-e-pronta-receber-o.html)

Depois de ter estado a arrumar um armário onde vou guardando os frascos de vidro para depois reutilizar, reparei que tinha vários frascos todos iguais e com as tampas brancas. Não era coincidência... são os frascos que a minha amiga Cláudia me costuma dar (aqui em casa os amigos também nos ajudam a acumular frascos).
Os frascos tinham o tamanho certo para caberem 6 em cada uma das caixas de organização mais pequenas, e eram ideias para pequenas coisas como coco ralado, cacau em pó, sementes, ... que estavam já em frascos reutilizados, mas frascos todos diferentes, tudo muito menos bonito.
Depois de encher os frascos com os ingredientes, ficaram a faltar as etiquetas. Fui ver o que tinha lá em casa e existiam ainda umas etiquetas pretas para escrever com giz, que tinha comprado há uns largos meses na Tiger. Com uma máquina de corte - daquelas de craft - recortei várias etiquetas mais pequenas (os originais eram enormes para os frascos em questão) e em vez de escrever a giz, que com o uso acabaria por desaparecer, peguei numa caneta corretora e escrevi o conteúdo de cada um dos frascos nas etiquetas. No final ficou tudo bem mais bonito, e tudo com coisas que tinha lá em casa, reutilizando frascos e etiquetas e tendo apenas um pouco de imaginação.

Eu gosto bastante do resultado final. Ainda há outras coisas, para as quais gostaria de ter uns frascos maiores, que ainda não estão exatamente como eu quero, mas ainda não sei bem se vou optar por comprar uns quantos frascos para isso, ou de reutilizo mais alguns que tenha lá em casa. 
Quero só também dizer que é sempre uma vantagem usar frascos de vidro. Apesar de já ter tido muitas coisas guardadas em caixas plásticas, acho que em vidro fica melhor, não ficam cheiros, nem sabores e basta lavar na máquina para ficarem sempre perfeitos.
Mesmo que não tenham frascos todos exatamente iguais, esta é uma boa solução para tornarem a vossa despensa mais bonita, em vez de um amontoado de caixas e embalagens meias abertas e meias gastas, que tornam tudo mais difícil de manter arrumado e mais difícil de limpar - para além de não ficar tão bonitinho....

E como está a vossa despensa? A precisar de uma arrumação?

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Eu, viciada em louças me confesso....


Muito me perguntam acerca das louças que utilizo, e que vêm nas minhas fotografias. Eu adoro louça, e confesso que tenho imensas coisas e arranjo sempre desculpas para comprar mais...
Gosto essencialmente de travessas, pratos de bolos, taças grande e pequenas em vez de pratos de refeição... Uso habitualmente pratos brancos lisos que combinam com tudo. Por isso a minha preferência é sempre a chamada louça de servir.

Tenho um carinho especial pela louça da Bordallo Pinheiro. Tenho imensas peças, umas compradas por mim e quase outro tanto oferecidas. São lindíssimas (na minha opinião, claro!) e animam qualquer mesa simples. Para mim fazem a diferença. A maioria das peças que compro, compro essencialmente na loja da fábrica, nas Caldas da Rainha. E maioritariamente, desde que existe, no outlet da loja, onde se encontram peças com pequenos defeitos e muito mais baratas. Na maioria das vezes os defeitos mal se vêm, e se gostam de ter variedade como eu, vale imenso a pena. Não há viagem para aqueles lados que não mereça uma passagem por lá  - o marido já sabe!! - e também já aconteceu ir de Coimbra às Caldas de propósito para ir à loja, e claro que aproveitamos o passeio para outras coisas também.

Mas compro em todo o lado. No Continente da marca KASA há coisas muito giras e tenho também imensas travessas de ir ao forno, e de servir e até comprei recentemente uns copos que de tão giros até os uso como taças em algumas sobremesas. No Continente também algumas vezes compro louça a peso, ou de refugo, também a preços simpáticos e muitas vezes peças muito giras. O mesmo no DeBorla, onde comprei recentemente uma travessa branca que adoro e onde se encontra muitas vezes louça avulso engraçada. Dou sempre uma vista de olhos para ver se há alguma coisa que goste!
Nos últimos anos, tenho também comprado algumas coisas num atrelado/roulote que costuma estar em Vila Real de Santo António, na praça central, e que tem imensa variedade e coisas também em conta e muito engraçadas....
Basicamente compro em quase todo o lado onde vejo coisas que goste. Com um carinho especial para as coisas da Bordallo Pinheiro.


(Também tenho algumas peças mais clássicas da Vista Alegre e da Atlantis, a maioria prendas de casamento ou outras peças que me ofereçam em ocasiões especiais... E muitas coisas herdadas das minhas avós, pela qual tenho um enorme carinho e um cuidado muito especial!)

terça-feira, 18 de abril de 2017

A panela de cozedura lenta (slowcooker)


Há uns anos atrás, a minha mãe “descobriu”, perdida na despensa, uma panela de cozedura lenta que lhe tinham dado quando se casou. Não juro, mas tenho quase a certeza que a minha mãe me disse que a panela nunca tinha sido usada...
Entretanto usei-a na altura para fazer uma carne de porco - esta receita do blogue: http://paracozinhar.blogspot.pt/2010/01/carne-de-porco-estufada-com-cogumelos.html - e depois disso deixei-a esquecida na despensa. Mudei de casa, e a panela veio também. Mais algum tempo sem lhe pegar.
Entretanto, em conversa com umas amigas, surge o tema - slowcooker. Uma que comprou a panela no Aldi, por cerca de 25€, e outra que tem mesmo a verdadeira slowcooker que mandou vir da amazon...  E o que cozinhar na slowcooker. E como é pratica, e como é saudável, e como gasta pouco.
Senti-me inspirada. Procurei informação - e o google é uma excelente ferramenta para saber mais acerca de muitos assuntos - e tenho usado, com alguma regularidade a minha slowcooker.
Em primeiro lugar, deixem que vos diga que, apesar de muitas e muitas horas ligadas - pode estar cerca de 12 horas a “fazer o almoço ou o jantar”, a slowcooker gasta muito pouco. Depois, é um método de cozinhar os alimentos a temperaturas mais baixas, o que a torna muito saudável, não só na forma como mantém as propriedades dos alimentos, mas também porque estes cozinham nos seus proprios sucos, não sendo necessário adicionar líquidos. E depois porque não precisa de vigilancia... basta colocar tudo lá para dentro, ligarem a panela, ir trabalhar, e quando chegarem têm um cheiro delicioso pela casa e o jantar pronto a ser servido...

Um delicioso estufado de carne de vaca e legumes na panela de cozedura lenta

Da minha slowcooker já saíram umas deliciosas almôndegas com molho de tomate, numa daquelas refeições mesmo preguiçosas. Almôndegas caseiras feitas e congeladas, assim como molho de tomate e vegetais pronto e congelado, como já vos falei aqui. Tudo diretamente do congelador para dentro da panela de cozedura lenta. Liguei no high às 8 horas da manhã,  (a minha panela só tem 2 modos: low e high, sendo que o high sozinha em metade do tempo do low....) e às 13h tinha prontas umas deliciosas e muito suculentas almôndegas.
Tenho feito estufados maravilhosos: legumes variados e cortados em cubinhos pequenos para dentro da penal juntamente com aromáticos a gosto, sal e pimenta e carne em pedaços pequenos. No modo low durante 12 horas e uma textura e sabor completamente diferente do habitual.
Já cozinhei também bolonhesas normais, chillis, e tenho uma receita de peito de peru com mostarda para experimentar. Tudo o que sejam as tradicionais receitas de “um tacho só” tÊm tudo para resultar numa panela de cozedura lenta.
Há mesmo que ter em atenção alguns pormenores, como não juntar álcool - como vinho ou cerveja - porque não evaporam bem, e de não juntar líquidos juntamente com os ingredientes, uma vez que o líquido que libertam é suficiente para cozinhar os alimentos.
A minha amiga Joana cozinha lombo de porco e até polvo na panela dela, mas eu confesso que ainda não me aventurei por esses lados. 
Há blogues, páginas e sites totalmente dedicados a receitas para panelas de cozedura lenta. E até já vi uma receita de papas de aveia que se colocam a fazer à noite para estarem prontas logo de manhã...
Eu ainda só estou a aprender a usar a minha, mas do que tenho experimentado estou rendida.
Quanto a marcas, é como vos disse. A minha panela tem perto de 40 anos e é impossível ser mais vintage.. E se estão interessadas numa e não querem gastar muito dinheiro, todas as pessoas que conheci que compraram a do Aldi estão muito satisfeitas.
Se usam deixem aqui as vossas sugestões de receitas, de truques ou de dicas. é tudo muito bem vindo!


(E deixo-vos um link para saberem mais: http://www.e-konomista.pt/artigo/panela-de-cozedura-lenta/)

terça-feira, 28 de março de 2017

Uma ementa para evitar o desperdício!


Quem me segue por aqui, sabe que eu não gosto mesmo nada de desperdiçar comida. Por todos os motivos e mais alguns.
Um exercício que faço há muitos anos - os mesmo desde que faço ementas semanais - é antes de começar a cozinhar, ou ao fazer a ementa semanal, dar sempre uma vista de olhos pelo que se está eventualmente a acumular no frigorífico e no congelador. Já aqui falei várias vezes nisso. 
Isso determina não só a nossa ementa e os acompanhamentos, mas mesmo a lista de compras para a semana. E sim, é um excelente exercício de organização, planeamento e poupança.

Em suma, as ementas semanais cá em casa têm sempre como objetivo minimizarem o desperdício e aproveitar ao máximo o que já existe. Mas esta semana foi um pouco diferente. Planeio a ementa semanal e faço a lista de compras normalmente à quinta feira, e faço as compras à sexta. Congelo a carne ou o peixe e, na segunda, como já vos contei, tempero, cozinho ou adianto consoante a ementa que planeie. 
Mas esta semana, fiquei com mais sobra do que contava do fim de semana. E quando chegou ao domingo à noite, naquela altura de deixar a descongelar o que necessito para preparar e adiantar as refeições da semana - sabia que o meu frigorífico estava mais cheio que o habitual, e que antes de descongelar fosse o que fosse era preciso acabar com aquelas sobras todas... E, portanto não descongelei nada e no dia seguinte cozinhei com o que tinha disponível.
Segunda de manhã, lá abri o frigorífico e com mais calma analisei tudo o que lá havia. Sobras de peixe. Sobras de almôndegas de carne com molho de tomate e vegetais. Sobras de carne assada, E panados de frango já feitos que davam para outra refeição. Assim de repente tinha 4 refeições.

Perdi uns minutos a repensar toda a minha ementa semanal. E a tentar rentabilizar tudo o que tinha. Os legumes que tinham vindo no cabaz da semana mais os pouco que tinham sobrado da semana anterior e tinham de ser consumidos. Fiz nova ementa - e ainda mantive uma ou duas das que tinha inicialmente pensado e tinha uma ementa adaptada a tudo o que tinha em casa, ficando com quase tudo o que tinha comprado - carne e peixe principalmente - sem necessidade de usar esta semana. Ao evitar “desperdiçar” o que já tinha, e não usando o que tinha comprado, na próxima semana vou gastar um pouco menos nas compras. E sim, isto também é uma forma de poupar, porque “ganhei” 4 refeições que inicialmente não estava a contar.

Novamente, em cerca de 1h30 organizei todas as refeições da semana. E como sei que gostam destas dicas, vou partilhar como o fiz.

Descasquei batatas e cenoura.
Coloquei os legumes para sopa na bimby e ao mesmo tempo cozi a vapor (na varoma) couve flor, batata doce e cenoura para uma espécie de empadão para fazer com as sobras de almôndegas de carne e do molho de tomate e vegetais (almoço de quinta-feira). Enquanto isso, levei também a cozer a vapor no microondas mais uma batata doce para umas almôndegas de peixe, aproveitamento das sobras de peixe, como um gadjet novo (a micro gourmet) que cozinha a vapor muito rapidamente e que estou a adorar! (jantar de segunda feira)
Desfiei o peixe de peles e espinhas. (jantar de segunda feira)
Ralei cenoura e cortei couve coração em juliana fina. Juntei tudo numa caixa de vidro e será um dos acompanhamentos para os panados que já estão feitos. No dia é só juntar maçã ralada. (acompanhamento dos panados para jantar de terça feira)
Entretanto as batatas acabaram de cozer a vapor. Retirei e triturei/esmaguei com um utensílio próprio as batatas juntei o peixe e temperei. Piquei alho francês e levei a alourar num pouco de azeite. Juntei à mistura de batata doce e peixe. Envolvi bem e deixei a arrefecer. (jantar de segunda feira)
Cortei as almôndegas ao meio e coloquei num pirex juntamente com o restante molho de tomate. (almoço de quinta feira)
Entretanto a sopa ficou feita. Foi triturar e guardar num recipiente de vidro. 
Triturei depois os legumes que cozeram a vapor na varoma da bimby e retifiquei de sal e pimenta e juntei um pouco de noz moscada e 2 colheres de sopa de iogurte grego. Juntei às almôndegas e ao molho de tomate. Terminei com um pouco de queijo mozarella ralado e pão ralado. Levei ao congelador. (almoço de quinta-feira)
Triturei mais couve flor com cenoura. Fiz um refogado com cebola e deixei a saltear para uma espécie de “couscous” de couve flor. Deixei cozinhar, temperei e juntei coentros picados e azeitonas. (Acompanhamento do jantar de quarta feira, com as sobras de carne assada).
Enquanto o “couscous” de couve flor cozinhava, fiz uma maionese caseira de alho, azeite e salsa e guardei num frasco de vidro no frigorífico, para acompanhar as almôndegas de peixe e batata (jantar de segunda feira), mas também para temperar a salada de couve, cenoura e maçã (jantar de terça feira).
Moldei as almôndegas de peixe, batata e alho francês e coloquei num tabuleiro forrado com papel vegetal e guardei no frigorífico. Antes de jantar é só colocar no forno para tostarem um pouco. (jantar de segunda feira)
Preparei os legumes para o estufado na slowcooker ( jantar de sexta). A carne fica depois a descongelar de quinta para sexta, e na sexta de manhã é só colocar na panela.
Descasquei batatas que guardei em água no frigorífico para acompanhar as douradas assadas  (jantar de quinta feira). Na quarta à noite é deixar a descongelar as douradas para colocar no forno apenas com azeite, alho, sal e coentros, e juntar as batatas, bem como descongelar o “empadão de almôndegas” para o almoço de quinta feira que é só terminar no forno.
Entretanto fiz arroz. (jantar de terça feira) Enquanto o arroz cozinhava lavei a alface, preparei-a, juntei-lhe um pouco de espinafres baby que tinham sobrado do fim de semana e guadei na caixa hermética a vácuo, de onde só é preciso tirar diretamente para a saladeira, e temos a salada pronta. Arroz feito e guardado numa caixa hermética no frigorífico
Depois foi lavar louça, limpar e arrumar tudo.
Semana preparada!

Ementa da Semana:

2ª feira - Almôndegas de peixe com batata doce e alho francês, maionese de azeite, alho e salsa e salada

3ª feira -   Sobras de panados (já feitos) com salada de couve, cenoura e maçã e maionese de azeite com alho e salsa, salada verde e arroz branco.

4ª feira - “couscous” de couve flor, cenoura, coentros e azeitonas com carne assada (as sobras de carne assada vão à frigideira com um pouco de azeite e alho e um pouco de vinagre - fica delicioso!)

5ª feira - “Empadão de almôndegas” - congelado e descongelar de véspera - e salada (almoço) e douradas no forno com batatinhas (descongelar e preparar no dia) com salada ou bócolos ao vapor


6ª feira . Estufado de carne de vaca e legumes na slowcooker . descongelar carne de véspera